Como você define arte?
Posted by Yuri | Posted in | Posted on 11:23
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Partindo do princípio que a Arte é uma forma de expressão, conclui-se que, qualquer escultura, pintura ou desenho seja uma arte.
E como podemos classificar a pichação? Para alguns se trata apenas de vandalismo e de depredação ao patrimônio público. Para outros, uma forma rebelde de expressão, que acompanha os traços fortes das linhas que formam as palavras.
Determinados grafiteiros defendem a tese de que não há diferença entre grafite e pichação. Outros divergem dessa opinião, dizendo que a técnica do Grafite sobrepõem em muitos fatores a pichação e que, por isso, não pode ser igualada.
Pergunto-me: se esses desenhos fossem realizados em uma tela e pintada com pincel a óleo, será que não tornaria diferente a opinião e a generalização dessa atividade?
A artista plástica, Adriana Varejão, teve sua obra - que difere do que é belo aos olhos de leigos -, “Parede com incisões à La Fontana II”, leiloada por R$ 2,975 milhões.
Parede com incisões à La Fontana II
Outros artistas em suas obras magníficas, como “Guernica” de Picasso, “Eyes in the Heat” de Pollock, sobrepõem o real e expressam o abstracionismo.
Guernica
Eyes in the Heat
O julgamento de obras, independente do artista, não pode ser depreciado pelos olhos de quem os vê. Segundo Gombrich, no livro “A história da arte”, não há “quaisquer razões erradas para se gostar de um quadro ou de uma escultura”, mas “há razões erradas para não se gostar de uma obra de arte”.
E a pichação pode ser considerada uma arte? E se for, pode ser considerada bela?


Gosto muito de arte. Mas arte legítima. A arte contemporânea é puro lixo. Não há mais talentos. Só há picaretas e marketing. Se o indivíduo tem dinheiro para bancar sua auto-divulgação ou conta com um costa-quente fica famoso, senão, cai no esquecimento ou simplesmente nunca aparece. Certa vez, comprei um livro de um sujeito que se dizia marchand e "curador de arte". O livro falava sobre o relacionamento do artista com os marchands e com as galerias. Lá, ele dizia que "o artista tem no marchand mais que um comerciante ou empresário; tem um verdadeiro amigo". Pois bem. Peguei o e-mail dele e me fiz passar por um artista. Dei pseudônimo e mostrei alguns trabalhos famosos de artistas nacionais e estrangeiros para o sujeito e pedi que me empresariasse. Muitos quadros são conhecidos internacionalmente, como por exemplo, "O Grito" de Munch. Sabem o que ele me disse? Que não me apoiaria pois "só trabalhava com gente famosa". ☺☺☺
Esse é o espírito da arte no Brasil e seus intelectueiros esnobes.